Termos de Uso do Radar do Voto
Versão 1.0 · Em vigor desde XI de agosto de 2026
1. Em uma página
- O Radar do Voto mostra resultados de eleições brasileiras de 1933 a 2024, a partir dos arquivos públicos do Tribunal Superior Eleitoral.
- Também mostramos as candidaturas registradas para a eleição de 2026, conforme os registros que o TSE publica, com atualização diária. Como esse registro muda até o fim do prazo, para informação atualizada em tempo real recomendamos consultar diretamente a fonte oficial, o TSE.
- Não somos o TSE, não temos vínculo com ele e não falamos por ele.
- Consultar é gratuito. Não cobramos nada para ver nenhuma página de resultado, e há um Painel Presidencial também gratuito, acessível com cadastro.
- Há também produtos pagos: o Mapa do Voto e outros Painéis de análise (como o Radar das Campanhas e o Radar dos Doadores), que dão acesso a painéis por login. O que são, como se paga e por quanto tempo valem está na seção 6, e o detalhe no Contrato de Licença de Uso e Prestação de Serviços.
- Se você acha que um dado seu está errado ou não deveria estar aqui, há um caminho para pedir correção: seção 10, e o detalhe está na Política de Privacidade.
Usar o site significa concordar com estes Termos.
2. Quem é responsável pelo site
O Radar do Voto é operado por RADAR DO VOTO ASSESSORIA E CONSULTORIA POLÍTICA E ELEITORAL LTDA, inscrita no CNPJ 68.178.265/0001-18.
Como falar com a gente:
- E-mail: [email protected]
- WhatsApp: +55 19 98166-9885
O e-mail é o canal de correção e de contato, inclusive para pedidos relativos a dados pessoais.
3. O que o Radar do Voto é, e o que ele não é
É um acervo organizado de resultados eleitorais oficiais, com ferramentas para navegar por eleição, por estado, por cidade, e por pessoa.
Não é:
- Não é o TSE, nem a Justiça Eleitoral. Não temos vínculo, convênio ou patrocínio de nenhum órgão público. Usamos os arquivos abertos do TSE.
- Não é pesquisa eleitoral, projeção, prognóstico ou aposta. Nada no site estima o que vai acontecer.
- Não é propaganda eleitoral nem apoio a candidato, partido, federação ou coligação. O site trata todos os registros do mesmo jeito, com o mesmo desenho, na ordem em que a votação os coloca.
4. De onde vêm os dados e quando foram extraídos
Os dados vêm dos arquivos de dados abertos do TSE: votação por candidato, detalhamento de comparecimento, votação por partido, consulta de candidaturas, a prestação de contas eleitorais (arrecadação, doadores e gastos de campanha) e os arquivos de fotografia de candidato.
A extração usada na versão atual do site é de 16 de julho de 2026.
Isso importa por dois motivos:
- O TSE republica. Ele corrige, completa e reemite arquivos ao longo do tempo. Um número que hoje está aqui pode ter mudado na fonte desde então. Quando houver divergência entre o Radar do Voto e o TSE, o TSE está certo.
- Decisões judiciais posteriores não aparecem sozinhas. Cassação, diplomação negada, recontagem, mandato perdido: nada disso entra aqui automaticamente. O que o site mostra é o que o arquivo daquela eleição diz.
5. Limitações que já conhecemos e não escondemos
Preferimos listar do que ser pego. Todas foram medidas nos próprios arquivos:
- Antes de 1994 não existe resultado por cidade. O TSE só publica por estado nessa era, e não publica identificador de candidato.
- Em 1994 e 1996 o TSE publicou o total de votos válidos zerado em parte dos arquivos. Onde isso acontece, o site esconde o percentual em vez de mostrar um número inventado.
- Há eleições em que o TSE não publicou a votação por candidato, mesmo havendo comparecimento registrado. Conferimos no arquivo original: o dado não existe na fonte. Nessas páginas o site diz que o TSE não publicou, em vez de dizer que não houve votação.
- A ligação entre candidaturas da mesma pessoa é uma reconstrução nossa, não um dado do TSE. De 1998 em diante ela usa o título de eleitor mais a data de nascimento, e é bastante segura. Em eleições anteriores, quando o TSE não publicou esses campos, a ligação usa nome mais o lugar da candidatura e aí pode juntar dois homônimos. Preferimos, sempre que houve dúvida, deixar separado a juntar errado. Estimamos esse risco em cerca de 0,3% das ligações feitas só por nome, cerca de 340 pessoas em um universo de aproximadamente 115 mil ligadas por esse método, dentro de um acervo total de mais de dois milhões de pessoas. Ainda assim, se você vir uma trajetória que mistura duas pessoas, avise: seção 10.
- Quem teve o registro indeferido ou impugnado aparece. Isso é informação do próprio TSE e é útil para o eleitor. O site escreve essa situação sempre atribuindo à fonte "de acordo com dados do TSE, o registro foi indeferido" e nunca como afirmação nossa sobre a pessoa.
Para uso que produza efeito jurídico, financeiro ou eleitoral, confira no TSE.
6. Consulta gratuita e produtos pagos
6.1. Consultar é gratuito. Consultar os resultados eleitorais em qualquer página do Radar do Voto é gratuito e não exige cadastro. O Painel Presidencial (o mapa do voto para presidente, estado por estado e município a município) também é gratuito, e pede apenas o cadastro para você acessá-lo.
6.2. Produto pago: o Mapa do Voto. Além da parte gratuita, o Radar do Voto oferece um produto pago, contratado por estado (unidade da federação): o Mapa do Voto, que licencia o acesso, por login, aos painéis de análise dos dados públicos do TSE daquele estado. O Mapa do Voto do estado inclui:
- os dois painéis do estado (a Análise das Eleições Gerais 1994-2022 e o Mapa de Oportunidade 2026), com a análise por bairro e por local de votação incluída; e
- o Mapa do Voto Municipal de 1 (uma) cidade à sua escolha (prefeito e vereador por bairro e por local de votação), que pode ser de qualquer estado.
Nenhum painel é vendido avulso: a Análise e o Mapa de Oportunidade integram sempre o Mapa do Voto. Cidades adicionais podem ser contratadas à parte.
6.3. Como se contrata e por quanto tempo. A compra é online, pela plataforma de pagamento Mercado Pago (cartão ou Pix); nenhum dado de pagamento passa pelo Radar do Voto. O preço é o valor exibido na tela de pagamento no momento da compra, e pode ser promocional. Confirmado o pagamento, o acesso é liberado na hora, por link enviado ao seu e-mail. O acesso é individual e nominal ao Contratante e vale pelo prazo informado na tela de compra (o Mapa do Voto, por 1 (um) ano; outros Painéis podem ter prazo menor).
6.4. O Contrato rege a compra. A contratação do Mapa do Voto, com todos os seus detalhes (o que inclui, preço, pagamento, prazo de acesso, cidade incluída e cidades adicionais, cupom, restrições de uso e exportações de apoio), é regida pelo Contrato de Licença de Uso e Prestação de Serviços, que você lê e aceita no momento da compra. Em caso de divergência sobre a contratação, prevalece o Contrato.
6.5. Quem pode comprar, e o uso eleitoral. Os Painéis do Mapa do Voto podem ser adquiridos por qualquer pessoa, física ou jurídica, inclusive candidatos, partidos, federações, coligações e agentes de campanha. O Radar do Voto fornece uma ferramenta neutra de análise de dado público (seção 3) e não responde pelo uso eleitoral que o Contratante faça do produto; cabe a quem contrata observar a legislação eleitoral aplicável, inclusive as regras de propaganda, de arrecadação e gastos de campanha e de prestação de contas.
6.6. Outros Painéis pagos. O Radar do Voto também pode oferecer outros Painéis pagos de análise dos dados públicos do TSE, como o Radar das Campanhas (o financiamento das campanhas: arrecadação, doadores e gastos, a partir da prestação de contas eleitorais) e o Radar dos Doadores. O que cada um inclui, o preço e o prazo de acesso são os exibidos na tela de compra no momento da contratação; a contratação é regida pelo mesmo Contrato (seção 6.4).
6.6. Nota fiscal. A nota fiscal de serviço pode ser solicitada depois da compra, em campo próprio no painel, informando CPF ou CNPJ, nome ou razão social e o e-mail para envio.
7. Cadastro
O site funciona inteiro sem cadastro para consultar resultados: ninguém precisa se identificar para ver os dados eleitorais. Antes de tudo, o Radar do Voto existe para dar transparência às eleições e para servir de memória: reunir num só lugar quem concorreu, quantos votos teve e o que aconteceu em cada eleição, de 1933 até hoje. É uma ferramenta para o eleitor entender o passado e decidir melhor o próximo voto. Por isso a consulta é, e continuará sendo, aberta a todos, sem cadastro.
O cadastro serve para salvar candidatos, acompanhar as eleições, acessar o Painel Presidencial gratuito e contratar e acessar os produtos pagos (os Painéis do Mapa do Voto), e tem as regras abaixo.
- Serão pedidos dados para cadastro. O que se faz com cada um, e por quê, está na Política de Privacidade.
- O cadastro e o login usam link enviado por e-mail: não há senha nem código para digitar.
- Se você contratar um produto pago, o acesso ao painel é pelo mesmo login por e-mail, e a confirmação da compra chega por e-mail. Os termos da compra estão no Contrato (seção 6).
- Você é responsável pelos dados que informa. Informar o e-mail ou o telefone de outra pessoa não é permitido.
- Ao se cadastrar, você concorda com estes Termos e com a Política de Privacidade.
- As novidades e dicas do Radar do Voto são enviadas por legítimo interesse (LGPD, art. 7º, IX). Você pode recusá-las a qualquer momento, com um clique no rodapé de qualquer e-mail de novidades, sem entrar na conta.
- Você pode apagar a conta, e apagar significa apagar de verdade, não desativar. O que sobrevive, e por qual obrigação legal, está na Política de Privacidade.
8. O que você pode e o que você não pode fazer com o conteúdo
Pode, livremente: consultar, ler, imprimir, citar, tirar print, compartilhar link, usar em aula, em reportagem, em trabalho acadêmico, em material de campanha própria. Só pedimos que cite a fonte "TSE, via Radar do Voto" porque o dado é do TSE e a organização é nossa.
Não pode:
- Raspar o site em massa: robô, script, crawler ou serviço que baixe páginas em série para reconstruir a base.
- Contornar os limites técnicos de uso (limitação de requisições, bloqueios de segurança, restrição de acesso).
- Reproduzir o site inteiro ou grande parte dele como se fosse outro serviço, com ou sem nossa marca.
- Usar a marca "Radar do Voto", o logotipo ou o desenho das páginas sem autorização.
- Usar o conteúdo para constranger, ameaçar, perseguir ou assediar alguém, ou para montar dossiê sobre pessoa determinada.
- Tentar invadir, sobrecarregar ou degradar o funcionamento do site.
Aplicamos limite automático de requisições por origem. Uso normal de gente de verdade não chega perto dele. Quem passa recebe erro temporário; quem insiste pode ser bloqueado.
Sobre direitos: os números, nomes, partidos, situações de candidatura e fotografias são dado público produzido pelo Estado, e não pertencem ao Radar do Voto: ninguém precisa de autorização nossa para usá-los. O que é nosso é a seleção, a organização, o cruzamento entre eleições, os textos explicativos, o código e a identidade visual. Esse conteúdo editorial é protegido por direito autoral e seu uso além da citação da fonte depende de autorização escrita nossa.
9. Sobre publicar nome, partido, votação e foto de candidatos
O site publica, de eleições de 1933 a 2024: nome, nome de urna, partido, número, cargo, unidade eleitoral, votação, situação da candidatura e, das eleições de 2010 em diante, a fotografia oficial de campanha.
Tudo isso vem dos arquivos que o próprio TSE publica em portal de dados abertos. Candidatura é ato público por definição: quem se registra para disputar um cargo eletivo submete seu nome ao eleitorado, e o resultado dessa disputa é registro histórico de interesse público permanente.
Se você aparece no site e entende que há erro, use o caminho da seção 10. Analisamos todo pedido, e a Política de Privacidade descreve o que conseguimos e o que não conseguimos fazer.
10. Erro, correção e retirada
O canal de correção é o e-mail [email protected]. Escreva com:
- o endereço (link) da página onde está o problema;
- o que está errado, na sua leitura;
- por que, se você souber, de preferência apontando a fonte que mostra o número certo.
11. Links e serviços de terceiros
O site leva a serviços que não são nossos: o WhatsApp e o portal do TSE. Cada um tem os próprios termos e a própria política de privacidade, e não respondemos pelo que eles fazem.
12. Responsabilidade
Na medida em que a lei permitir, não respondemos por prejuízo indireto, lucro cessante ou perda de oportunidade decorrente do uso (ou da impossibilidade de uso) do site, nem de decisão tomada com base em número não conferido na fonte oficial.
13. Mudanças nestes Termos
Podemos alterar este texto. Quando a mudança for relevante, especialmente se mexer em cadastro ou dados pessoais, avisamos com destaque no site e, para quem tiver cadastro, por e-mail. A data da versão em vigor fica sempre no topo, e mantemos um histórico público das versões anteriores destes Termos.
14. Lei aplicável e foro
Aplica-se a lei brasileira.
Fica eleito o foro da comarca de São Paulo, capital do Estado de São Paulo, para dirimir qualquer questão decorrente destes Termos.



