Em 1934, em Minas Gerais, foram eleitos 38 deputados federais. A maior votação foi de Arthur da Silva Bernardes, com 38.025 votos (9,95% dos votos). A menor votação entre os eleitos foi de 42 votos.
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1Arthur da Silva Bernardes38.0259,95%
Eleito
2Antonio Carlos Ribeiro de Andrada22.8765,99%
Eleito
3Carlos Coimbra da Luz22.7005,94%
Eleito
4Waldomiro de Barros Magalhães18.4304,82%
Eleito
5Noraldino Lima17.1434,49%
Eleito
6José Francisco Bias Fortes15.4934,05%
Eleito
7Djalma Pinheiro Chagas14.8653,89%
Eleito
8Gabriel de Rezende Passos14.8553,89%
Eleito
9Luiz Martins Soares14.6743,84%
Eleito
10José Monteiro Ribeiro Junqueira14.3043,74%
Eleito
11Pedro Aleixo13.6153,56%
Eleito
12Raul de Norronha Sá13.5603,55%
Eleito
13Clemente Medrado13.5013,53%
Eleito
14José Braz Pereira Gomes12.8223,36%
Eleito
15Levindo Eduardo Coelho12.7163,33%
Eleito
16Theodomiro Carneiro Santiago12.6093,30%
Eleito
17Adelio Dias Maciel12.3053,22%
Eleito
18Augusto das Chagas Viegas11.8703,11%
Eleito
19João Tavares Correa Beraldo11.6313,04%
Eleito
20Washington Ferreira Pires11.2552,95%
Eleito
21Arthur Bernardes Filho10.7362,81%
Eleito
22Daniel Serapião de Carvalho8.8172,31%
Eleito
23Leopoldo Laborne Valle6.0391,58%
Suplente
24Christiano Monteiro Machado5.1081,34%
Eleito
25Constantino Palleta3.3860,89%
Suplente
26João Henrique Sampaio Vieira da Silva3.3330,87%
Eleito
27Francisco Duque de Mesquita3.2290,84%
Suplente
28Caetano de Vasconcellos2.2870,60%
Suplente
29José Maria de Alkimim2.2510,59%
Eleito
30Juscelino Kubitschek de Oliveira2.1340,56%
Eleito
31Joaquim Furtado de Menezes1.8770,49%
Eleito
32Octavio Campos do Amaral1.7620,46%
Suplente
33Delfim Moreira Junior8560,22%
Suplente
34Soter Ramos Couto8240,22%
Suplente
35Afranio de Mello Franco6340,17%
Suplente
36Antonio Francisco Silva Leal Junior6220,16%
Suplente
37Mozart Furtado Nunes5900,15%
Suplente
38Licurgo Leite5510,14%
Suplente
39José Bernardino Alves Junior5260,14%
Eleito
40Celso Porfirio Machado4560,12%
Eleito
41Garibaldi Castro de Mello4520,12%
Suplente
42Belmiro de Medeiros Silva4400,12%
Suplente
43Nelson Coelho de Senna4350,11%
Suplente
44Pedro da Matta Machado3550,09%
Eleito
45Francisco Negrão de Lima3530,09%
Eleito
46Virgilio Alvim de Mello Franco3450,09%
Suplente
47Polycarpo de Magalhães Viotti3300,09%
Eleito
48José Carlos Campos Christo3270,09%
Suplente
49João Eunapio Borges2680,07%
Suplente
50Simão da Cunha Pereira2570,07%
Eleito
51José Carneiro de Rezende2520,07%
Eleito
52Pedro Macario de Almeida2430,06%
Eleito
53Anthero Rodrigues Chaves2300,06%
Suplente
54Americo de Mendonça Scotti2210,06%
Suplente
55João Rezende Tostes2200,06%
Eleito
56Aleixo Paraguassú2150,06%
Suplente
57Julio Bueno Brandão Filho2020,05%
Suplente
58Abgard Renault1950,05%
Suplente
59Camillo Rodrigues Chaves1720,05%
Suplente
60Carlos Accioly de Sá1610,04%
Suplente
61Pedro Dutra Nieacio Netto1550,04%
Suplente
62João Sebastião Ribeiro de Azevedo1470,04%
Suplente
63Eduardo Campos do Amaral1420,04%
Suplente
64Numinato de Paiva Duque1140,03%
Suplente
65João Jacques Montandon1060,03%
Suplente
66José Vieira Marques1020,03%
Eleito
67José Sizenando Teixeira1000,03%
Suplente
68Anthero de Andrade Botelho910,02%
Suplente
69Dario de Almeida Magalhães780,02%
Suplente
70Edgard da Veiga Leon570,01%
Suplente
71João Nogueira Penido420,01%
Eleito
72João Gomes Teixeira410,01%
Suplente
73Alfredo M. de Lima Castello Branco26<0,01%
Suplente
74José de Souza Soares24<0,01%
Suplente
75Augusto Mario Caldeira Brant—
Suplente
76Francisco Peixoto Soares de Moura—
Suplente
O "segundo turno" para deputados nas eleições de 1933 e 1934 não significava uma nova ida dos eleitores às urnas em outra data, mas sim um complexo método de contagem de votos na mesma cédula, instituído pelo Código Eleitoral de 1932. Naquele sistema de "dois turnos simultâneos", o cidadão votava escrevendo uma lista com vários nomes na cédula. O primeiro turno consistia na apuração exclusiva do primeiro nome dessa lista, cujos votos serviam para distribuir as cadeiras de forma proporcional aos partidos que atingiam o quociente eleitoral. Como esse cálculo matemático quase sempre deixava cadeiras vazias (as chamadas "sobras"), realizava-se imediatamente o segundo turno, que era a contagem dos demais nomes escritos pelo eleitor na mesma cédula. Essas vagas remanescentes eram preenchidas, então, pelos candidatos mais votados nessa segunda contagem, utilizando uma lógica de maioria simples. Tratava-se, portanto, de um sistema misto de apuração (proporcional e majoritário) feito de uma só vez no mesmo dia de votação, mecanismo que deixou de existir nas legislações eleitorais brasileiras posteriores.