Em 1934, em Minas Gerais, foram eleitos 38 deputados federais. A maior votação foi de Juscelino Kubitschek de Oliveira, com 252.851 votos (1,79% dos votos). A menor votação entre os eleitos foi de 135.891 votos.
Clique em um candidato para ver o histórico de candidaturas dele.
1Juscelino Kubitschek de Oliveira252.8511,79%
2Augusto das Chagas Viegas252.8071,79%
3Carlos Coimbra da Luz252.4191,79%
4Waldomiro de Barros Magalhães251.8261,78%
5José Vieira Marques251.2801,78%
6Francisco Negrão de Lima250.6971,78%
7José Maria de Alkimim250.6441,78%
8Antonio Carlos Ribeiro de Andrada250.6011,78%
9Noraldino Lima250.4731,78%
10Pedro Aleixo250.2801,77%
11Celso Porfirio Machado249.6241,77%
12Luiz Martins Soares249.3531,77%
13Clemente Medrado247.8841,76%
14José Monteiro Ribeiro Junqueira247.8631,76%
15Gabriel de Rezende Passos246.8441,75%
16João Nogueira Penido245.7921,74%
17José Braz Pereira Gomes244.9831,74%
18José Bernardino Alves Junior244.8301,74%
19João Tavares Correa Beraldo243.6421,73%
20Raul de Norronha Sá242.7221,72%
21Pedro da Matta Machado242.0651,72%
22Theodomiro Carneiro Santiago240.9221,71%
23Simão da Cunha Pereira240.8641,71%
24João Rezende Tostes239.4161,70%
25João Henrique Sampaio Vieira da Silva237.9891,69%
26Anthero de Andrade Botelho237.2321,68%
27Adelio Dias Maciel236.7501,68%
28Julio Bueno Brandão Filho235.8711,67%
29João Jacques Montandon235.0691,67%
30Delfim Moreira Junior234.8221,66%
31Belmiro de Medeiros Silva233.4521,65%
32Dario de Almeida Magalhães233.1551,65%
33Aleixo Paraguassú232.3671,65%
34Licurgo Leite229.8311,63%
35Pedro Dutra Nieacio Netto220.7221,56%
36Francisco Peixoto Soares de Moura216.8771,54%
37Leopoldo Laborne Valle216.8491,54%
38Washington Ferreira Pires210.5591,49%
39Polycarpo de Magalhães Viotti144.1121,02%
40Joaquim Furtado de Menezes143.3141,02%
41Daniel Serapião de Carvalho142.5331,01%
42José Carneiro de Rezende141.5581,00%
43José Francisco Bias Fortes141.2921,00%
44Christiano Monteiro Machado139.5290,99%
45Pedro Macario de Almeida138.8010,98%
46Arthur da Silva Bernardes138.1990,98%
47Afranio de Mello Franco137.8080,98%
48Virgilio Alvim de Mello Franco137.5850,98%
49Nelson Coelho de Senna136.9480,97%
50Djalma Pinheiro Chagas136.9050,97%
51Francisco Duque de Mesquita136.6050,97%
52Levindo Eduardo Coelho135.8910,96%
53Caetano de Vasconcellos135.5720,96%
54Augusto Mario Caldeira Brant135.0780,96%
55João Eunapio Borges134.9420,96%
56Alfredo M. de Lima Castello Branco134.0820,95%
57Octavio Campos do Amaral132.3560,94%
58José Sizenando Teixeira132.0050,94%
59Abgard Renault131.5360,93%
60Carlos Accioly de Sá131.4550,93%
61Camillo Rodrigues Chaves130.9280,93%
62José Carlos Campos Christo130.5400,93%
63Soter Ramos Couto130.1300,92%
64João Sebastião Ribeiro de Azevedo129.6700,92%
65José de Souza Soares129.6220,92%
66Constantino Palleta129.5630,92%
67Americo de Mendonça Scotti129.4990,92%
68Eduardo Campos do Amaral129.4670,92%
69Anthero Rodrigues Chaves128.8480,91%
70João Gomes Teixeira128.6130,91%
71Garibaldi Castro de Mello128.6070,91%
72Mozart Furtado Nunes128.5780,91%
73Edgard da Veiga Leon128.2440,91%
74Numinato de Paiva Duque127.9890,91%
75Antonio Francisco Silva Leal Junior127.6840,91%
76Arthur Bernardes Filho—
O "segundo turno" para deputados nas eleições de 1933 e 1934 não significava uma nova ida dos eleitores às urnas em outra data, mas sim um complexo método de contagem de votos na mesma cédula, instituído pelo Código Eleitoral de 1932. Naquele sistema de "dois turnos simultâneos", o cidadão votava escrevendo uma lista com vários nomes na cédula. O primeiro turno consistia na apuração exclusiva do primeiro nome dessa lista, cujos votos serviam para distribuir as cadeiras de forma proporcional aos partidos que atingiam o quociente eleitoral. Como esse cálculo matemático quase sempre deixava cadeiras vazias (as chamadas "sobras"), realizava-se imediatamente o segundo turno, que era a contagem dos demais nomes escritos pelo eleitor na mesma cédula. Essas vagas remanescentes eram preenchidas, então, pelos candidatos mais votados nessa segunda contagem, utilizando uma lógica de maioria simples. Tratava-se, portanto, de um sistema misto de apuração (proporcional e majoritário) feito de uma só vez no mesmo dia de votação, mecanismo que deixou de existir nas legislações eleitorais brasileiras posteriores.