G é Eleição Geral: presidente, governador, senador e deputados. L é Eleição Local (municipal): prefeito e vereador. De 1933 a 1990 o TSE não publica cargo municipal, então esses anos são todos G.
GCargo em 1934
Em 1934, em Santa Catarina, foram eleitos 31 deputados estaduais. A maior bancada foi a do PLC (17). A maior votação foi de Álvaro Monteiro de Barros Catão (PSC), com 35.337 votos (56,26% dos votos). A menor votação entre os eleitos foi de 2.393 votos.
31 cadeiras na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, distribuídas entre 2 partidos.
PLCPartido Liberal Catarinense1754,84%
27.477 nominais
PSCAlliança Por Santa Catarina1445,16%
35.337 nominais
Cadeiras eleitas, do resultado oficial do TSE. É a composição que saiu das urnas, não a que a Casa teve ao longo da legislatura: quem trocou de partido depois da eleição não muda este número. A contagem soma os eleitos, sem recalcular quociente, então ela fecha com o tamanho legal da Casa. Uma única legenda tem maioria absoluta.
Votação por partido (todos, inclusive quem não elegeu)
Cada legenda pelo total de votos (nominais + voto de legenda), inclusive as que não fizeram cadeira.
Clique em um candidato para ver o histórico de candidaturas dele.
1Álvaro Monteiro de Barros Catão35.33756,26%
Eleito · PSC
2Francisco de Almeida5.7149,10%
Eleito · PLC
3Manoel Thiago de Castro3.4275,46%
Eleito · PLC
4Olivio Januario de Amorim2.9554,70%
Eleito · PLC
5Adherbal Ramos da Silva2.9274,66%
Eleito · PLC
6Alvaro Trindade Cruz2.6044,15%
Eleito · PLC
7Altamiro Lobo Guimarães2.5964,13%
Eleito · PLC
8Benjamin Galloti Junior2.4403,88%
Eleito · PLC
9Placido Olympio de Oliveira2.4213,85%
Eleito · PLC
10Pompilio Pereira Bento2.3933,81%
Eleito · PLC
11Achilles Balsini—
Suplente · PSC
12Adolpho José Martins—
Suplente · PLC
13Affonso Maria Cardoso da Veiga—
Suplente · PLC
14Affonso Wanderley Júnior—
Suplente · PSC
15Agripa de Castro Faria—
Eleito · PSC
16Antonieta de Barros—
Eleito · PLC
17Antônio Carlos Bittencourt—
Suplente · PSC
18Antônio Lúcio—
Suplente · PLC
19Arthur Ferreira da Costa—
Eleito · PSC
20Brasílio Celestino de Oliveira—
Suplente · PLC
21Braz Limongi—
Eleito · PLC
22Carmosino Camargo de Araújo—
Suplente · PLC
23Celso Fausto de Souza—
Eleito · PLC
24Cid Campos—
Eleito · PSC
25Cid Gonzaga—
Suplente · PSC
26Dionysio Veiga—
Suplente · PLC
27Domingos Rocha—
Eleito · PSC
28Edgard Barreto—
Suplente · PSC
29Emilio Rietzmann—
Eleito · PLC
30Eugênio Davet Schneider—
Suplente · PLC
31Euphrasio Povoas de Siqueira—
Suplente · PSC
32Francisco Barreiras Filho—
Eleito · PLC
33Francisco Maria Antonucci—
Suplente · PLC
34Fritz Lorenz—
Suplente · PSC
35Henrique Voigt—
Eleito · PSC
36Heriberto Hulse—
Eleito · PSC
37Indalecio Domingues de Arruda—
Suplente · PSC
38Ivens Bastos de Araujo—
Eleito · PLC
39João de Oliveira—
Eleito · PSC
40João Gualberto Bittencourt—
Eleito · PSC
41José Accacio Soares Moreira—
Eleito · PSC
42José Athanasio—
Suplente · PSC
43José Severiano Maia—
Eleito · PSC
44Leonidas Coelho—
Suplente · PLC
45Luiz Abry Júnior—
Suplente · PLC
46Luiz Rigo—
Suplente · PLC
47Manoel Deodoro de Carvalho—
Suplente · PSC
48Manoel Florentino Machado—
Suplente · PLC
49Marcio Machado Portella—
Suplente · PLC
50Marcos Konder—
Eleito · PSC
51Nicolau Bley Netto—
Suplente · PSC
52Oswaldo Bulcão Vianna—
Suplente · PSC
53Oswaldo de Oliveira—
Suplente · PSC
54Oswaldo Rodrigues Cabral—
Suplente · PSC
55Otto Augusto Guilherme Urban—
Suplente · PSC
56Renato de Medeiros Barbosa—
Eleito · PSC
57Roberto Soares de Oliveira—
Eleito · PLC
58Rodolpho Renaux Bauer—
Suplente · PSC
59Rodolpho Victor Tietzmann—
Eleito · PLC
60Rogério Vieira—
Suplente · PLC
61Sylvio Ferraro—
Eleito · PSC
62Victor Otto Schmidt—
Suplente · PSC
O "segundo turno" para deputados nas eleições de 1933 e 1934 não significava uma nova ida dos eleitores às urnas em outra data, mas sim um complexo método de contagem de votos na mesma cédula, instituído pelo Código Eleitoral de 1932. Naquele sistema de "dois turnos simultâneos", o cidadão votava escrevendo uma lista com vários nomes na cédula. O primeiro turno consistia na apuração exclusiva do primeiro nome dessa lista, cujos votos serviam para distribuir as cadeiras de forma proporcional aos partidos que atingiam o quociente eleitoral. Como esse cálculo matemático quase sempre deixava cadeiras vazias (as chamadas "sobras"), realizava-se imediatamente o segundo turno, que era a contagem dos demais nomes escritos pelo eleitor na mesma cédula. Essas vagas remanescentes eram preenchidas, então, pelos candidatos mais votados nessa segunda contagem, utilizando uma lógica de maioria simples. Tratava-se, portanto, de um sistema misto de apuração (proporcional e majoritário) feito de uma só vez no mesmo dia de votação, mecanismo que deixou de existir nas legislações eleitorais brasileiras posteriores.