G é Eleição Geral: presidente, governador, senador e deputados. L é Eleição Local (municipal): prefeito e vereador. De 1933 a 1990 o TSE não publica cargo municipal, então esses anos são todos G.
GCargo em 1934
Em 1934, no Piauí, foram eleitos 24 deputados estaduais. A maior bancada foi a do PNS (17). A maior votação foi de José Martins de Castro e Silva (PNS), com 19.550 votos (63,82% dos votos). A menor votação entre os eleitos foi de 4.627 votos.
24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí, distribuídas entre 2 partidos.
PNSPartido Nacional Socialista1770,83%
19.550 nominais
CPColigação Piauhyense729,17%
11.083 nominais
Cadeiras eleitas, do resultado oficial do TSE. É a composição que saiu das urnas, não a que a Casa teve ao longo da legislatura: quem trocou de partido depois da eleição não muda este número. A contagem soma os eleitos, sem recalcular quociente, então ela fecha com o tamanho legal da Casa. Uma única legenda tem maioria absoluta.
Votação por partido (todos, inclusive quem não elegeu)
Cada legenda pelo total de votos (nominais + voto de legenda), inclusive as que não fizeram cadeira.
PNSPartido Nacional Socialista19.55017 cadeiras
19.550 nominais
CPColigação Piauhyense11.0837 cadeiras
11.083 nominais
Eleição Geral·1934·Deputado Estadual·Piauí (PI)
Clique em um candidato para ver o histórico de candidaturas dele.
1José Martins de Castro e Silva19.55063,82%
Eleito · PNS
2Helvecio Coelho Rodrigues6.45621,08%
Eleito · CP
3Claudio Pacheco Brasil4.62715,10%
Eleito · CP
4Acrisio Furtado—
Eleito · PNS
5Aldy Mentor Couto de Mello—
6Alvaro Monteiro da Cunha—
Suplente · PNS
7Anfrisio Lobão Veras—
Eleito · PNS
8Antenor da Costa Rego—
9Antenor de Castro Neiva—
Suplente · CP
10Arão Portella Parente—
Eleito · PNS
11Ascendino Pinto de Aragão—
Suplente · PNS
12Benedicto Martins Napoleão do Rego—
13Domingos Mourão Filho—
Suplente · CP
14Eloy Portella Junior—
Eleito · PNS
15Enoch Cicero da Silva—
Eleito · PNS
16Epaminondas Castello Branco—
Suplente
17Felinto do Rego Monteiro—
Eleito · PNS
18Francisco Alves Cavalcanti—
Eleito · PNS
19Francisco da Costa Velloso—
20Gervasio Raulino da Silva Costa—
Suplente · CP
21Gonçalo Teixeira Nunes—
Eleito · CP
22Heraclito Araripe de Souza—
Suplente · PNS
23Jacob Gayoso e Almendra—
Eleito · PNS
24João de Moura Santos—
Suplente · PNS
25João Emilio Falcão Costa—
Eleito · PNS
26João Ferraz—
Suplente · PNS
27João Leão Padilha—
Suplente · CP
28João Ribeiro de Carvalho—
Suplente · CP
29Joaquim da Chaga Leitão—
Suplente · PNS
30Jonathas de Moraes Corrêa—
Eleito · CP
31José Auto de Abreu—
Eleito · CP
32José Dias de Souza—
Suplente · CP
33José Mendes da Rocha Chaves—
Eleito · CP
34José Narciso da Rocha Filho—
Suplente · PNS
35José Nogueira Tapety—
Suplente · CP
36José Severaino da Costa Andrade—
Suplente · CP
37Justino Rodrigues da Luz—
Suplente · CP
38Leucippo Dantas Avelino—
Suplente · CP
39Lino Correa de Lima—
Eleito · CP
40Luiz Pires Chaves—
Eleito · PNS
41Manoel Nogueira Lima—
Eleito · PNS
42Marcolino Rio Lima—
Suplente · CP
43Nelson Coelho de Andrade—
Eleito · PNS
44Ney Ferraz—
Suplente · CP
45Norberto Soares da Silva—
Suplente · CP
46Orlando Barbosa de Carvalho—
Suplente · CP
47Oseas Gonçalves Sampaio—
Eleito · PNS
48Osias de Moraes Correa—
Eleito · PNS
49Ovidio Bonna—
Suplente · CP
50Pedro Brito—
51Raymundo Barboza de Almeida—
Suplente · CP
52Raymundo Borges da Silva—
Eleito · PNS
53Segisnando Alencar—
Suplente · CP
54Theodoro Ferreira Sobral—
Eleito · PNS
O "segundo turno" para deputados nas eleições de 1933 e 1934 não significava uma nova ida dos eleitores às urnas em outra data, mas sim um complexo método de contagem de votos na mesma cédula, instituído pelo Código Eleitoral de 1932. Naquele sistema de "dois turnos simultâneos", o cidadão votava escrevendo uma lista com vários nomes na cédula. O primeiro turno consistia na apuração exclusiva do primeiro nome dessa lista, cujos votos serviam para distribuir as cadeiras de forma proporcional aos partidos que atingiam o quociente eleitoral. Como esse cálculo matemático quase sempre deixava cadeiras vazias (as chamadas "sobras"), realizava-se imediatamente o segundo turno, que era a contagem dos demais nomes escritos pelo eleitor na mesma cédula. Essas vagas remanescentes eram preenchidas, então, pelos candidatos mais votados nessa segunda contagem, utilizando uma lógica de maioria simples. Tratava-se, portanto, de um sistema misto de apuração (proporcional e majoritário) feito de uma só vez no mesmo dia de votação, mecanismo que deixou de existir nas legislações eleitorais brasileiras posteriores.