Segundo o Radar do Voto, com dados do TSE, em 1934, no Amazonas, foram eleitos 30 deputados estaduais. A maior votação foi de Alfredo de Lima Castro, com 4.758 votos (59,16% dos votos). A menor votação entre os eleitos foi de 1 votos.
O "segundo turno" para deputados nas eleições de 1933 e 1934 não significava uma nova ida dos eleitores às urnas em outra data, mas sim um complexo método de contagem de votos na mesma cédula, instituído pelo Código Eleitoral de 1932. Naquele sistema de "dois turnos simultâneos", o cidadão votava escrevendo uma lista com vários nomes na cédula. O primeiro turno consistia na apuração exclusiva do primeiro nome dessa lista, cujos votos serviam para distribuir as cadeiras de forma proporcional aos partidos que atingiam o quociente eleitoral. Como esse cálculo matemático quase sempre deixava cadeiras vazias (as chamadas "sobras"), realizava-se imediatamente o segundo turno, que era a contagem dos demais nomes escritos pelo eleitor na mesma cédula. Essas vagas remanescentes eram preenchidas, então, pelos candidatos mais votados nessa segunda contagem, utilizando uma lógica de maioria simples. Tratava-se, portanto, de um sistema misto de apuração (proporcional e majoritário) feito de uma só vez no mesmo dia de votação, mecanismo que deixou de existir nas legislações eleitorais brasileiras posteriores.
O TSE não publica o partido dos eleitos nesta eleição, então não há composição para mostrar. Nenhuma das cadeiras tem sigla registrada.
Em 2026, o último deputado estadual eleito no Amazonas fez 21.896 votos. Foram 24 cadeiras e 278 pessoas disputaram.
| Ano | Cadeiras | Candidatos | Quociente | Corte | Mais votado | 1º de fora |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | 24 | 278 | 88.547 | 21.896 | 72.518 | 38.549 |
| 2022 | 24 | 413 | 82.005 | 17.787 | 105.510 | 33.487 |
| 2018 | 24 | 578 | 74.545 | 15.992 | 50.819 | 19.959 |
| 2014 | 24 | 570 | 69.115 | 12.089 | 60.645 | 19.415 |
| 2010 | 24 | 352 | 62.940 | 10.961 | 52.092 | 23.444 |
| 2006 | 24 | 389 | 57.743 | 7.569 | 48.965 | 22.909 |
| 2002 | 24 | 400 | 47.999 | 8.400 | 47.036 | 19.569 |
| 1998 | 24 | 300 | 36.363 | 5.436 | 51.181 | 10.703 |
| 1994 | 24 | 233 | — | 4.170 | 18.536 | 7.368 |
Quociente é o total de votos que o partido precisa por vaga (votos válidos ÷ cadeiras); a cadeira vai ao seu candidato mais votado. Corte é a menor votação entre os eleitos (o patamar de entrada), e costuma ser bem menor que o quociente. 1º de fora é a maior votação entre os não eleitos, e pode ser maior que o corte (aí aparece destacado), porque a cadeira é do partido antes de ser do candidato. Entenda o corte e o quociente no tutorial.
A tabela acima já traz todos os anos de 1994 em diante. Para ver uma eleição anterior a 1994, escolha o ano em Trocar de eleição, no alto da página.
Clique em um candidato para ver o histórico de candidaturas dele.
A tabela do corte cobre de 1994 a 2026; o resultado por eleição vai até onde o TSE publica cada cargo. Só aparecem eleições gerais: prefeito e vereador se apuram cidade a cidade (os anos logo acima levam às cidades deste estado; cada cidade também está na aba Cidades).
O percentual sobre válidos não é exibido nesta tabela: os votos válidos incluem o voto de legenda, que não vai para candidato nenhum.